| Rurrenabaque e Pampas
O tour foi um desastre. Já saímos 2 horas atrasados. Viajamos 4 horas de carro até uma cidadezinha chamada Santa Rosa. Depois de esperar um bom tempo por comida, que não havia para todos, saímos para mais 3 horas de barco no rio Yacuma até o acampamento. O lugar é lindo, pudemos ver vários jacarés na beira do rio. Paramos para banhar-nos. Aí vimos rapidamente um boto rosa. Vimos também diversas aves e uma capivara. Infelizmente o barco foi rápido e os animais fugiram quando nos aproximamos. O ideal seria desligar o motor e tentar chegar perto da margem do rio sem assustar os animais. No segundo dia, logo depois do café da manhã, seguimos 20 minutos de barco até um banhado para procurar "anacondas" (a nossa Sucuri).O lugar era uma lama só, com um mato um pouco alto. Usamos uns sapatos velhos que havia no acampamento. Nesses momentos, senti saudades das botas de borracha até o joelho, que usei no tour na selva do Equador. Depois que caminhamos umas 2 horas naquele lugar fedorento, uma inglesa encontrou a anaconda. O guia, Luis, a buscou e todos nos aproximamos para ver. Depois tiramos fotos com ela no pescoço. O certo é segurar a cabeça e o rabo, só fiquei sabendo disto depois. Segurei somente na cabeça e ela começou a me estrangular, uma volta depois outra. Gritei para a amiga de tour bater a foto logo. A sensação não era nem um pouco agradável. Os
guias queriam continuar procurando por uma "cobra" (das venenosas).Os
turistas estavam cansados e queriam ir embora. Junto com o guia, um
grupo viu uma cobra amarela bem pequena. Igual a que as inglesas e eu
vimos logo no começo. Luis disse para não chegar perto,
pois essas cobras são muito venenosas e podem matar alguém
em 2 horas. Foi bom saber disso, pois naquele lugar longínquo
nunca chegaríamos a um posto de saúde em duas horas. E
pela organização do tour, não tinham nem comida
para todos, com certeza também não tinham soro anti-ofídico.
Voltamos ao acampamento para o almoço. Neste meio tempo, os guias
deixaram cair o motor de um dos barcos na água. Éramos
umas 20 pessoas e agora não tínhamos barco. Eles ficaram
a tarde toda tentando recuperar o motor, sem sucesso. E nós sem
fazer nada num acampamento nem um pouco confortável para 20 pessoas.
Voltamos,
também muito rápido, para Santa Rosa e depois fomos de
carro para Rurrenabaque. Nos próximos 4 dias fiquei muito doente.
Visitava o médico pela manhã e passava os dias lendo e
escutando música na rede. |
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