Um dia de turista em São Paulo

Depois de ter morado três anos em São Paulo, voltei para visitar amigos e trabalhar para um guia de viagem. Como já não era mais “minha” cidade, via Sampa com olhos de uma estangeira.
Decidi usar um sábado para ter um dia de turista. Saí com mais 3 amigos, uma paulista (Janet), uma paulistana (Natalie) e Lucas (gaúcho, como eu). Começamos o passeio no Mercado Municipal comendo o típico pastel de bacalhau com suco de laranja. Uma delícia, recomendo.


Caminhamos pelo mercado e compramos especiarias. Dali, seguimos em direção a praça da Sé, marco zero da cidade, considerado o centro do centro. Passamos pela enorme quantidade de vendedores ambulantes. Visitamos o Solar Marquesa dos Santos e fomos até a catedral da Sé.  Caminhar no centro num sábado é interessante pois não tem o movimento de um dia de semana. Há vida, mas como se fosse em câmera lenta. As coisas acontecem mas há uma certa tranqüilidade no ar.

Da praça da Sé fomos ao Centro Cultural Banco do Brasil, um espaço para arte moderna e contemporânea aberto em 2001. O edifício já vale a pena a visita, uma antiga agência do banco que foi reformada como espaço cultural. Vimos as exposições e tomamos um café.

A próxima parada foi a feira de antiguidades da praça Benedito Calisto. Pegamos um ônibus no centro que nos deixou perto da praça. Pegar ônibus em São Paulo é passeio de turista. Quando eu morava na cidade, era quase impossível pegar ônibus, estava sempre com pressa e ia de carro para qualquer parte. Nos dias do rodízio, táxi.
A feira é divertida, tem de tudo: antiguidades, artesanato, hippies, bêbados, cachorros... Programa típico de sábado a tarde em Sampa. Um lugar que quase sempre se encontra algum conhecido. No centro tem barraquinhas de comida e bebida, no final da tarde lota que não dá para se mover.

Como já estávamos cansados encontramos com outros amigos para comer em um restaurante na Vila Madalena. Almoço de 3 horas, muita comida, conversa e risos...

Dali uma caminhada até um novo espaço cultural da cidade, o Instituto Tomie Ohtake (não existia quando morava em Sampa). Um lugar amplo com diversas salas de exposição, anfiteatro, café. Passei grande parte do tempo na exposição sobre aeroportos da fotógrafa Claudia Jaguaribe.

Na volta, paramos em uma loja para comprar livros e cds. Terminamos a noite com outros amigos comendo pizza. Típica noite paulistana. Deu saudades... (12.01.03)

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